A metade perdida: livro best-seller aborda racismo e colorismo

livro de Brit Bennett A Metade Perdida editora Intrínseca

Best-seller do New York Times aborda o racismo e o colorismo em uma comunidade negra. O livro será adaptado como minissérie pela HBO

Por Redação PodPOP

Aclamado pela crítica norte-americana, A metade perdida, de Brit Bennett, foi lançado nos EUA em junho 2020, durante os protestos pelo assassinato de George Floyd.

Com a potência de um romance que trata a questão racial em uma comunidade de pessoas negras obcecadas por terem uma pele cada vez mais clara, o livro arrebatou o público, transformando-se em um best-seller instantâneo.

Colorismo e passabilidade — capacidade de uma pessoa ser considerada membro de um grupo ou categoria identitária diferente da sua — são elementos-chave na narrativa construída pela autora, que vê com uma “cautela otimista” essa recente procura por escritores negros nos Estados Unidos e no Brasil. Em fevereiro, os assinantes do clube intrínsecos receberam o romance em primeira mão.

Com a intenção de tirar do lugar-comum o debate sobre o preconceito racial, a autora apresenta a história das irmãs Vignes, gêmeas idênticas que aos 16 anos resolvem fugir de casa.

Mais de uma década depois, uma delas volta para a cidade natal — uma comunidade no sul dos Estados Unidos povoada por negros de tons de pele claríssimos que se esforçaram ao longo de gerações para manter essa característica. Quando a recém-chegada surge acompanhada não da irmã, mas de uma criança de pele muito escura, a reação entre os moradores é de choque.

livro de Brit Bennett A Metade Perdida Intrínseca

Para as gêmeas, a separação não significou apenas o rompimento de um laço sanguíneo. Elas se encontram em pontos muito distantes em uma sociedade racista: enquanto uma se casa com um homem negro e é obrigada a retornar ao lugar de onde escapou tantos anos antes, a outra é vista como branca, e o marido branco não faz ideia de seu passado.

Ainda que separadas por milhares de quilômetros — e incontáveis mentiras —, as duas permanecem com o destino interligado. E o que acontecerá quando os caminhos de suas filhas acabarem se cruzando também?

Brit Bennett se inspirou no clássico da literatura norte-americana Identidade, de Nella Larsen. Escrito em 1929, o livro é referência na discussão do racismo nos Estados Unidos e também aborda a história de duas mulheres negras de pele clara.

Apontado pelo jornal The Wall Street Journal como um possível “fenômeno cultural”A metade perdida foi alçado pela crítica literária dos Estados Unidos ao patamar de livros icônicos de uma época, como o que influenciou Brit.

Indicado pelo jornal britânico The Guardian como “um testemunho dos poderes de redenção da comunidade, das conexões e de olhar para além de si”, o romance de Brit Bennett reúne diversos núcleos e gerações de uma mesma família, do extremo sul dos Estados Unidos à Califórnia, entre os anos 1950 e 1990, construindo uma história emocionante que traz uma comunidade negra no centro da narrativa.

“Atemporal. E extremamente necessário.”
Entertainment Weekly

“Uma investigação brilhante sobre raça e identidade. Leitura obrigatória.”
Marie Claire

“Uma extraordinária história de amor, sobrevivência e triunfo.”
The Washington Post

“Uma saga familiar emocionante.”
The Times

BRIT BENNETT nasceu e cresceu no sul da Califórnia. Formou-se na Universidade de Stanford e obteve um mestrado em ficção na Universidade do Michigan, onde recebeu o Hopwood Award e o Hurston/Wright Award. Em 2016, foi eleita pela National Book Foundation uma das cinco vozes mais promissoras da literatura americana com menos de 35 anos. A autora já teve ensaios publicados em veículos como The New YorkerThe New York Times MagazineThe Paris Review e Jezebel. Seu romance de estreia, As mães, publicado pela Intrínseca, tornou-se best-seller do The New York Times.


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